Os drones vem transformando o modo como são realizadas atividades tidas como perigosas.

Se antes, em muitas delas, era necessário que homens arriscassem suas vidas a fim de realizá-las, hoje elas podem ser feitas com essas aeronaves não tripuladas.

A evolução dessa tecnologia fez com que ela pudesse ser empregada em contextos inimagináveis.

Um deles são as situações de incêndio. Aqui, os drones podem ser empregados, realizando atividades com agilidade, rapidez e segurança.

Para falar um pouco mais sobre a utilização de drones nessas situações, escrevemos este texto. Confira!

 

Combate ao fogo com drones

 

Não se trata de um projeto para um futuro distante, mas de uma realidade já consolidada.

No Corpo de Bombeiros de São Paulo, para usar um exemplo brasileiro, os drones já são utilizados desde o final de 2015.

Os drones são muito eficientes em situações de incêndio, visto que, além de realizarem tarefas de maneira rápida e ágil, permitem o acesso remoto às áreas atingidas.

Com isso, evitam o desgaste das equipes e bombeiros envolvidos em determinadas tarefas.

Assim, é possível a esses profissionais concentrar seus esforços em outras atividades.

Com o uso desses equipamentos é possível identificar os focos de incêndio com rapidez e precisão impensáveis até anos atrás.

Ademais, a visão panorâmica de grandes áreas proporcionadas pelas câmeras acopladas aos drones permite que se tenha uma visualização privilegiada dos eventos de incêndio.

De fato, com a utilização desse recurso, pode-se ter uma visão do alto, podendo-se, a partir daí, verificar a área afetada pelo incêndio e para onde ele se expande.

O monitoramento de áreas mais vulneráveis a incêndios, como, por exemplo, matas e reservas florestais, também pode ser feito com drones.

Algumas áreas de reserva contam com câmeras de vigilância. Contudo, com os RPA’s é possível se chegar a locais de difícil acesso, além de se ter uma melhor visibilidade.

Com isso, é possível que eles auxiliem no enfrentamento a incêndios feitos de maneira criminosa.

Além dessas vantagens, operações com drones são bem menos onerosas em relação àquelas realizadas da maneira convencional.

 

Os modelos de drones utilizados em incêndios

 

Para cada tipo de tarefa há um modelo específico de drone, com características e recursos específicos.

Os drones são classificados em três grandes grupos, os quais dizem respeito a sua utilização e aplicação.

Os grupos são: aqueles que têm asas rotativas, os de asas fixas e os mais leves que o ar.

Os drones de asas rotativas têm uma velocidade menor do que os de asas fixas.

Suas características permitem que ele decole e aterrisse na vertical, podendo ainda parar no ar.

Por isso, são os mais indicados para o uso em situações de incêndio e em outras circunstâncias que envolvem monitoramento de áreas.

A possibilidade de parar em determinados pontos quando ainda em voo, permite que se posicione a câmera do drone em determinados ângulos.

Esse movimento permite ainda a aplicação de zoom nas imagens obtidas por meio dessa tecnologia.

Trata-se de um modelo portátil e leve, facilmente encontrado no mercado. Seu sistema de captura de imagens permite filmagens.

 

Novos modelos, mais eficiência no enfrentamento de incêndios

 

Um dos modelos que se enquadra nessa categoria de drones é o FAROS (Fireproof Aerial Robot System).

Trata-se de um quadrotor revestido com uma “casca” de aramida, que oferece resistência ao calor proveniente das chamas.

Além disso, o drone, pensado para agir em incêndios em casas e prédios, é equipado com câmeras térmicas e um scanner laser 3D.

Um outro protótipo se utiliza de ondas sonoras de baixa frequência para combater chamas em florestas.

Nesse artigo, explicamos como ocorre o combate a incêndios com a utilização de drones. Falamos em como eles auxiliam equipes de corpos de bombeiros brasileiras na identificação de focos de incêndio e monitoramento de áreas vulneráveis.