A Hegard procura frequentemente notícias e lançamentos de novas tecnologias nos mais diversos meios de divulgação ao redor do mundo. Um dos artigos encontrados chamou a atenção devido ao título “Are drone a boon or bane?” que em tradução livre significa “Drones são uma benção ou maldição?”. É um artigo que mostra diversos modelos e aplicações de drones na indústria militar, civil e também para área de pesquisa e desenvolvimento.

Nos últimos meses, o uso de drones vem sendo bastante mostrado na mídia brasileira infelizmente como a maldição da segurança de presídios. Diversas tentativas de entrega de drogas e celulares foram frustradas e os drones abatidos. Os operadores, no entanto, em nenhum dos casos foram identificados. As pessoas que possuam algum conhecimento na área devem estar percebendo o aumento da sofisticação dos aparelhos para este fim. Como exemplo, o drone Matrice 600, da marca DJI, abatido no dia 14 de Janeiro em Dourados/MS.

Atualmente estão sendo estudadas algumas alternativas para o controle do uso desses equipamentos como a regulamentação da venda, adição de pontos proibidos de voos no software do drone, até a obrigação de treinamentos para os operadores.

Todas as regras de para melhorar a segurança da população em geral é bem-vinda, porém nada disso impedirá que pessoas maliciosas usem os drones de forma irregular como acontece com outros itens, por exemplo, armas, celular, carros e etc.

Enquanto isso…

Imagem acima mostra o momento em que o drone solta a boia para os banhistas

Oposto ao que foi apresentado atualmente, uma notícia bastante divulgada principalmente nas redes sociais e que aparece como uma benção, foi o resgate de dois banhistas que estavam fisicamente esgotados e não conseguiam voltar para a areia. Este fato ocorreu na Austrália.

Ao perceber que a situação estava perigosa, os salva-vidas enviaram o drone equipado com uma boia auto inflável para o local e, em pouco mais de um minuto, conseguiram ajudar os banhistas. Foi algo até então nunca visto na prática.

Neste caso, as pessoas socorridas não estavam feridas e conseguiram voltar para a areia sozinhas. Caso estivessem feridos, a boia daria tempo suficiente para que os salva-vidas pudessem resgatá-los.

O uso de drones além de salvar vidas em forma de resgate, podem salvar vidas quando utilizados para acessar áreas que tragam risco para o ser humano, evitando a exposição ao risco. Invertendo novamente o raciocínio, o drone quando mal utilizado, pode por si só se tornar um risco injustificável por melhores que sejam as intenções.

Esse assunto já foi abordado em outro artigo no blog chamado de Uso consciente de drones, e provavelmente será abordado diversas outras vezes até a sociedade chegar a conclusão se drones são uma benção ou uma maldição.

Longe de uma conclusão definitiva em um aspecto geral, na indústria os resultados obtidos vem sendo bastante satisfatórios. O aumento da segurança no trabalho, rapidez da execução das tarefas e a geração de histórico através de imagens (fato interessante já que para isso não necessariamente precise de um drone) vem fazendo com que empresas adotem ou comecem estudar a aplicação desta tecnologia em suas instalações, independente do segmento de atuação.